Mandala Lunar e o sangue menstrual • Moon Mandala and menstrual blood

Se aprofunde nesses saberes com a Jornada Online: Resgate da Consciência Feminina!

Delve into this wisdom with the Online journey: Reclaim your feminine Essence!


•ENGLISH BELOW•


Querida irmã,

Eu te vejo, eu te escuto, eu confio em você.

Você está pronta, a hora é agora.

Você está pronta para confiar em si, para se reconectar ao seu corpo de mulher e se lembrar quem realmente é.

Você está pronta para explorar todas as facetas e mistérios do ser mulher.

Você está pronta para acessar os saberes ancestrais femininos.

Eu estou aqui para te apoiar.

Estou a serviço para te guiar nessa reconexão sagrada com a sua sabedoria inata.

Vamos juntas acessar nossas curas internas para brilhar nossa mais autêntica luz?

Esse guia fará com que você aprenda a utilizar a sua mandala lunar agora mesmo fazendo com que você repare seus padrões e os trabalhe conscientemente. Em breve postarei mais informações sobre o curso online Reconectando-se ao útero de Gaia  para quem sentir o chamado em se aprofundar nessa poderosa jornada de reconexão ao Sagrado Feminino e cura.

Por hora, te convido a pensar no seu útero como um poderoso centro dentro de ti que conecta a lua e a terra e o espiritual e o material. Juntamente ao corpo e a mente, o seu útero tem o poder de incorporar o Sagrado feminino e toda a sabedoria da sua ciclicidade ao compreendermos que nada de fato acaba e sim se renova e se transforma.

Você está pronta para deixar de ser semente e se transformar em uma linda flor?



Por que fazer a Mandala da Lua?

Você já parou para pensar como se relaciona com o seu feminino?

Você gosta de ser mulher?

Como você se sente como mulher perante a sociedade?

Como você se relaciona com o seu sangue- acha ele sujo, fedido e que te causa dor?

Vivemos em uma sociedade patriarcal onde há a dominação do homem sobre a mulher e enraizado na sua cultura – e consequentemete na psique da humanidade- a exaltação da força do homem e da fragilidade da mulher. Apesar da revolução sexual nos anos 60- que foi de extrema importância para a mulher readquirir o poder sobre seu próprio corpo e seus direitos, ainda vivemos desconectadas `a nossa energia feminina e ao que de fato significa ser mulher. É claro que as mulheres de hoje em dia possuem muito mais igualdade de direitos perante aos homens do que há 60 anos mas ainda hoje nos encontramos em uma sociedade que não nos permite reivindicarmos o nosso poder sagrado e inato feminino.

As mulheres que lutaram com a sua espada de guerreira contra os homens acabaram por conseguirnos direitos mas também contribuiram para que nos distanciássemos do nosso coração. A mulher que lutou para poder trabalhar e mostrar sua capacidade intelectual-que de nenhuma forma é inferior a do homem- acabou por utilizar ferramentas do próprio patriarcado para alcançar seus objetivos. Ela se tornou competitiva, extremamnete determinada em alcançar seus objetivos e passou a negar sua sensibilidade e necessidades femininas para poder se igualar aos homens. Essa mulheres que conquistaram o direito de ingerir pílulas anticoncepcionais puderam reapropriar-se do seu corpo decidindo se gostariam ou não de ter filhos. Porém, mais uma vez, utilizaram das ferramentas do patriarcado para conquistar seus objetivos e dessa forma acabaram por distanciar-se ainda mais do seu poder inato como mulher de saber, através da escuta consciente do seu próprio corpo, sua própria fertilidade.

O poder, a sensibilidade, a intuição e a sabedoria feminina nos tempos matriarcais eram honradas por todos pois compreendia-se sua singular importância. Com a chegada do patriarcado, as energias masculinas de ação, concretização e objetividade- extremamente importantes para a nossa evolução como espécie- acabaram por substituir a importância da energia feminina jogando-a a sombra. O sangue da mulher que era sagrado passa a ser sujo e indesejado assim como a dominação do homem sobre a mulher e sobre a natureza passam a ser aceitáveis e naturais.

Hoje, estamos prontos como civilização para resgatar a nossa sabedoria inata feminina para que em harmonia e igualdade de importância (não características) possamos evoluir para uma nova era onde o sagrado feminino e o sagrado masculino trabalham juntos respeitando suas próprias características e não através da dominação de um sobre o outro.  Podemos encontrar na sabedoria anscestral a nossa força como mulher para nos re-inventarmos e recuperarmos a nossa essência feminina que sempre esteve acessível para nós. Através dos saberes passados de geração para geração, das letras das mulheres, da observação consciente do seu corpo de mulher e da observação dos ciclos da natureza temos a oportunidade de reivindicarmos nossa autenticidade, nossa magia e nossa sabedoria inata.

Portanto, para resgatarmos nossa própria história, precisamos compreender nossa natureza feminina como sagrada e uma forma simples e extremamente poderosa de reconexão é através da mandala da lua.


A natureza e a mulher

Nas sociedades antigas matrifocais, o ser era entendido como parte do todo e não um ser único e separado de tudo o que existe. As pessoas percebiam-se interligadas ao cosmos e aos ciclos da natureza: as estações do ano, as marés, aos ciclos da lua e ao ciclo menstrual da mulher. Quando resgatamos nossa conexão com a natureza e conseguimos nos perceber uma com ela, reparamos e principalmente honramos nossos próprios ciclos internos e suas energias que transmutam sempre. Passamos a perceber que, assim como a lua e as estações do ano, nascemos e morremos ao longo das fases do ciclo.


Qual é o objetivo da manda lunar?

Assim como os homens e as mulheres que não menstruam, a mulher que menstrua irá preencher sua mandala para reparar seus padrões e poder agir conscientemente a respeito deles. No caso das mulheres que menstruam, esses padrões devem ser reparados através de uma equação da lua que está no céu com a sua própria lua (ciclo menstrual).

Um ciclo dito saudável tem duração de 25 a 35 dias e, por não sermos máquinas,  ele está suscetível a mudanças graças as flutuações emocionais, físicas e mentais das nossas vidas. É importante compreender que não existe nenum ciclo menstrual correto e que você não precisa menstruar sempre no mesmo dia ou na mesma lua para estar saudável. Na verdade, saber conversar com o seu sangue é o objetivo da manda lunar, uma vez que o utilizaremos como uma ferramenta de auto-cura e conversa com o nosso próprio ser.

O nosso ciclo menstrual, assim como a lua, possui quatro fases:

1- Fase Folicular; 2-Fase Ovular; 3-Fase Lútea; 4- Menstruação. Para que possamos utilizar de uma forma eficaz as informações da nossa mandala lunar é importante compreender que esse não é um processo linear e lógico onde você ficar menstruada na fase da lua x significa uma coisa pré -determinada e em outra fase significa outra, nem que você sempre tenha que ficar menstruada na mesma lua. Essa ferramenta é um convite para sairmos da nossa mente ditadora de regras e sentirmos o fluir do nosso ciclo de uma forma mais sutil e intuitiva.

É indicado que você preencha a sua mandala lunar por pelo menos 3 meses (3 ciclos) ou mais caso seus padrões ainda não sejam claros para você. Contamos o dia que você recebe o sangramento como o primeiro dia do ciclo e do total de dias, dividimos o ciclo em 4 partes que representam as fases da lua, os ciclos da natureza e etc. Após reparar seus padrões, a mulher passa a viver sua vida em alinhamento a sua ciclicidade pois sabe exatamente como se sente e o que quer em cada fase.

Para compreender como reparar seus padrões em sintonia com as energias da lua, podemos citar um exemplo: Digamos que a lua no céu está cheia e que portanto a hora é propícia para você agir sobre aquele projeto que você vem idealizando a um tempo, porém, você acabou de ficar menstruada e portanto está na SUA lua nova onde a energia de internalização e silêncio é mais forte. O que essa equação significa para você? Você se sente mais guerreira e ativa ou está mais internalizada e não comunicativa? Provavelmente você se sinta mais ativa do que quando menstrua na lua nova, onde a energia da lua que está no céu é mais propícia a internalização também.

O objetivo da mandala é fazer com que você compreenda os seus próprios padrões para que possa viver uma vida mais alinhada e equilibrada e que ao se conhecer possa respeitar os seus próprios ciclos e fazer com que as pessoas ao seu redor os respeitem também pelo simples fato de saberem como você se sente naquela determinada fase.

Além de reparar os padrões do seu próprio ciclo com relação ao ciclo da lua, é comum também estipularem arquétipos específicos para cada fase do ciclo como a Donzela, a mãe, a anciã e etc. Mais uma vez, é importante compreender que todas as Deusas (arquétipos) vivem dentro de todas as mulheres e compreender como cada arquétipo influencia cada fase do nosso ciclo é uma tarefa individual. Integrar nossas Deusas de formas diferentes a cada fase do nosso ciclo é acessar nossa própria sabedoria interna de como nos equilibrar.


A mulher e o sangue menstrual

A um nível social vemos o nosso sangue menstrual como algo ruim, fedido, causador de dor,  inconvenientes e que deve ser descartado no lixo pois não tem valor. A maioria das mulheres, ao não resgatarem sua conexão com o seu sangue menstrual, veem seu ciclo menstrual apenas como uma ferramenta necessária para a procriação e quando esse não é o caso tendem a desejar não menstruar.

Segundo um relatório da ONU de 2015, 63% da população mundial feminina faz uso da pílula anticoncepcional que nada mais é do que um hormônio que suprimi o seu ciclo menstrual. As pílulas forjam um sangramento dando a impressão de que “agora tudo está certo”, “estou sem dor”, “estou finalmente regulada”, e a verdade é que ele faz o seu ciclo menstrual ser inexistente.

A mulher que passa a conversar com o seu ciclo a partir do entendimento do mesmo e não a partir do medo e da repressão tão normalmente aceitos pela sociedade, começa a se conectar com uma sabedoria maior onde o seu sangue é o mensageiro da sua cura. A mulher que resgata sua conexão com os seus próprios ciclos tem a oportunidade de mudar seus níveis de percepção percebendo como uma jornada excitante a viagem da mente intelectual racional até as profundezas da sua consciência. Essa mulher para de tentar se adequar a linearidade imposta pela sociedade e passa a viver a partir da consciência da sua alma se abrindo assim para os mistérios do Sagrado Feminino.


Níveis dominantes de consciência e as fases do ciclo

É comum estipularmos níveis dominantes de consciência para cada fase do ciclo mas é importante que cada mulher se atente a sua escuta interna.

•Na fase folicular (pré-ovulação), a mente pensante  é a dominante. É comum experienciarmos níveis elevados de pensamentos racionais, positivos e de criatividade mental.

•Na fase ovular (ovulação), a mente que sente é a dominante. Normalmente experienciamos níveis elevados de sentimentos, empatia e criatividade prática.

•Na fase lútea (pre-menstrual, TPM), o subconsciente é dominate. Nessa fase experienciamos de uma forma profunda os nossos padrões comportamentais e emocionais. Os níveis de intuição e inspiração criativa também estão elevados. Aqui, a mulher é convidada a assumir 100% de responsabilidade pelos seus processos para que possa evoluir na sua vida e parar de continuar a girar em círculos chegando sempre no mesmo lugar. Muitas mulheres na TPM relatam que não se sentem elas mesmas, que estão mais irritadas, sem paciência e etc. Te convido a olhar para sua TPM a partir de uma nova perspectiva: E se, na verdade,  você fosse você quando está na sua TPM e não consegue disfarçar seus incomodos? O que, durante todo o seu ciclo, foi colocado embaixo do tapete para ser resolvido depois ou esquecido e voltou a superfície na sua TPM? Essa fase do ciclo menstrual é um poderoso convite para repararmos o que devemos transformar em nós. Pergunte-se o que você gostaria de deixar para trás. Quais padrões, crenças e atitudes não te servem mais e devem ser transformados? O que eu continuo a carregar comigo que não está mais alinhado ao que eu sou e ao quero para mim?

• Na fase menstrual (menstruação), a mente da alma é a dominate. Níveis elevados de união, conexão e sabedoria espiritual são experienciados nessa fase de descanço. Todas as vezes que recebemos nossa menstruação, algo está sendo finalizado e/ou concluído e/ou nutrido em nossas vidas. Desde situações pontuais e palpáveis até padrões mentais e emocionais mais sutis, o nosso sangue é um mensageiro claro para a mulher que está pronta a escutar. Plantar a lua (devolver o seu sangue para a Terra), é um poderoso exercício de reconexão da mulher com a Grande Mãe e sua sabedoria. O sangue que purifica seu organismo, suas emoções, sua mente e seu espírito, também te tráz a oportunidade de recordar-se do poder da Terra que tudo transmuta. Nas sociedades matriarcais as mulheres ofereciam ritualmente o seu sangue para a Terra por acreditar em seu poder de vida, mágico e transformador reafirmando suas intenções e abrindo-se para a sabedoria de Gaia e do seu próprio corpo de mulher.

A mulher que faz as pazes com a sua ciclicidade é empoderada com quatro maneiras possíveis de navegar pela vida; quatro maneiras de resolver seus problemas, executar suas funções, construir uma relação familiar e co-criar a vida ao seu redor. A mulher que entra em harmonia com a sua ciclicidade se percebe flexível, criativa, inovadora e, principalmente, completa em si e firme sobre suas próprias pernas. 


A mandala da lua e a fertilidade consciente

A mandala da lua também pode ser utilizada como modo de controle de fertilidade a partir da observação atenta dos sinais do seu corpo e das suas emoções. Diferente da “tabelinha” que se baseia em números e estátisticas do passado, a mandala da lua proporciona `a mulher informações práticas e relevantes sobre o seu próprio corpo. A partir da observação consciente dos seus padrões emocionais e físicos, a mulher consegue saber se esta ovulando, se já ovulou ou se vai menstruar. É interessante perceber que esse método de observação consciente dos seus sintomas não se limita ao controle de fertilidade, ele também te convida a sair do medo de ser auto-responsável pela sua saúde e de colocá-la nas mãos de terceiros.

A observação consciente e orgânica da nossa fertilidade é feita a partir da observação do seu muco vaginal, da posição do colo do útero e da sua temperatura basal- todos esses sintomas podem ser preenchidos na mandala lunar na área entitulada físico.

Apenas como uma introdução para que você já possa colocar em prática a observação consciente do seu corpo, seguem algumas informações:

No período fértil: O muco vaginal é elástico (parecido com uma clara de ovo), sua cor é transparente e sua quantidade é abundante. O Colo do útero está alto, com a sua abertura máxima e sua consistência é suave.

No período infértil: O muco vaginal é seco, pegajoso ou cremoso, sua cor é branca e sua quantidade é escassa ou seca. O colo do útero está fechado e sua consistência é dura.

No período menstrual: O colo do útero está baixo, sua abertura é parcial e sua consistência é suave.

Além do auto exame, que é um portal de reconexão com o seu corpo de mulher, a temperatura basal é outra ferramenta importante para o controle da sua fertilidade. A temperatura do nosso corpo varia minimamente durante cada fase do ciclo e portanto é necessária medí-la (de preferência no mesmo horário) com um termômetro basal, lembrando-se sempre que quaisquer mudanças na sua rotina podem fazer com que as temperaturas oscilem. A temperatura tende a ser mais baixa da menstruação até a ovulação, e sobe da ovulação até o fim do ciclo. Alguns aplicativos como o Natural Cycles e o Kindara criam um gráfico do seu ciclo baseado na sua temperatura basal nos proporcionando uma clareza maior das nossas oscilações de temperatura.

Esse texto é apenas uma pincelada sobre os mistérios do Sagrado Feminino; é um convite para que você comece a experienciar essa sabedoria ancestral por si mesma e agora mesmo!  E para aquelas mulheres que sentirem o chamado de se aprofundar nesse conhecimento ancestral, as convido a ficarem atentas a mais informações sobre o programa online “Reconectando-se ao útero de gaia” . Um programa que tem sido preparado a partir dos meus próprios processos e tempos internos que tem por objetivo compartilhar, em serviço e humildade,   saberes poderosos de reconexão `a energia feminina e `a você mesma. Por hora, as convido a colocar em prática as informações profundas e poderosas que podem ser encontradas nesse blog na aba entitulada Sagrado Feminino para que você possa sentir por si própria o chamado da Grande Mãe pela sua reconexão.

É uma honra ter você por aqui nessa poderosa egrégora de mulheres sagradas.




Dear sister,

I see you, I hear you, I trust you.

You’re ready, the time is now.

You are ready to trust yourself, to reconnect with your woman’s body and remember who you really are.

You are ready to explore all the facets and mysteries of being a woman.

You are ready to access the feminine ancestral knowledge.

I’m here to support you.

I am here to guide you in this sacred reconnection with your innate wisdom.

Let’s together access our inner cures to shine our most authentic light?

This guide will help you learn how to use your moon mandala right the way by having you recognize your patterns and work on them consciously. Soon I will post more information about the online course Reconnecting to the womb of Gaia for those women who feel the call to deepen in this powerful journey of reconnection to the Divine Feminine and it’s healing.

For the time being, I invite you to think of your womb as a powerful center within you that connects the moon and the earth, the spiritual and the material. Together with the body and mind, your womb has the power to incorporate the Divine Feminine and all the wisdom of its cycles when you realize that nothing really ends but renews and transforms.

Are you ready to stop being a seed and turn into a beautiful flower?


Why do the Moon Mandala?

Have you ever thought about how do you relate to your feminine?

Do you like being a woman?

How do you feel as a woman before society?

How do you relate to your menstrual blood?

Do you find it dirty, stinky, and painful?

We live in a patriarchal society where there is the domination of man over woman and rooted in our culture – and consequently in the psyche of humanity – there is the exaltation of man’s strength and the woman’s fragility. Despite the sexual revolution in the 1960s, – which was extremely important for women to regain power over their own bodies and their rights- we still live disconnected from our feminine energy and what it really means to be a woman. Of course, today’s women have far more equal rights with men than they did 60 years ago, but today we are still in a society that does not allow us to reclaim our sacred and innate feminine power.

The women who fought with their warrior’s sword against man ended up getting us rights but they also contributed to distancing us from our hearts. The woman who fought to be able to work and to show her intellectual capacity-which is by no means inferior to that of man- ended up using tools of  patriarchy to achieve her goals. She became competitive, extremely determined to achieve her goals and went on to deny her feminine sensibilities and needs in order to match man. These women who had won the right to take birth control pills were able to reappropriate their bodies by deciding whether or not they would like to have children. But once again, they’ve used the tools of patriarchy to achieve their goals, and in this way they became even more distant from their innate power as a woman to know, through conscious listening of their own bodies, their own fertility.

The power, the sensibility, the intuition and the feminine wisdom in the matriarchal times were honored by all since their singular importance was understood. With the arrival of patriarchy, the masculine energies of action, concreteness, and objectivity – extremely important to our evolution as a species – eventually replaced the importance of feminine energy by throwing it in the shadow. The blood of the woman who was sacred becomes dirty and unwanted as well as the domination of man over woman and over nature become acceptable and natural. Today, we are ready as a civilization to rescue our innate feminine wisdom so that in harmony and equality of importance (not characteristics) we can evolve into a new era where the sacred feminine and the sacred masculine work together respecting their own characteristics and not through domination from one over another.

We can find in ancestral wisdom our strength as a woman to re-invent and recover our feminine essence that has always been available to us. Through knowledge passed by generation to generation, the letters of women, the conscious observation of the women’s body and the observation of the cycles of nature, we have the opportunity to reclaim our authenticity, our magic and our innate wisdom.

Therefore, to rescue our own history, we need to understand our feminine nature as sacred, and a simple and extremely powerful way of reconnection is through the moon mandala.


Nature and woman

In ancient matrifocal societies, the being was understood as part of the whole and not a single being and separate from all that exists. People perceived themselves intertwined with the cosmos and with the ripples of nature: the seasons, the tides, the cycles of the moon, and the woman’s menstrual cycle. When we rescue our connection with nature by being able to perceive one with it, we realize and principally honor our own inner cycles and their transmuting energies. We come to realize that, like the moon and the seasons, we have the ability to born and die through the phases of each cycle.


What is the purpose of the moon mandala?

Like men and women who do not menstruate, the menstruating woman will fill her mandala to perceive her patterns and be able to act consciously about them. In the case of women who menstruate, these patterns are perceived through an equation of the moon that is in the sky with her own moon (menstrual cycle).

A healthy cycle lasts for 25 to 35 days and, because we are not machines, it is susceptible to changes thanks to the emotional, physical and mental fluctuations of our lives. It is important to understand that there is no correct menstrual cycle and that you do not have to menstruate always on the same day or on the same moon to be healthy. In fact, knowing how to talk with your blood is the goal of the moon mandala, since we will use it as a tool for self-healing and conversation with our being.

Our menstrual cycle, like the moon, has four stages: 1 – Follicular phase; 2-Ovular Phase; 3-Luteal Phase; 4. Menstruation. In order to use the information of our moon mandala effectively, it is important to understand that this is not a linear and logical process where you menstruating in the X phase of the moon means one predetermined thing and in another phase it means another, not even that you have always to menstruate on the same moon. This tool is an invitation to get out of our rules-dictating mind and feel the flow of our cycle in a more subtle and intuitive way.

It is suggested that you fill your moon mandala for at least 3 months (3 cycles) or more if your patterns are not yet clear to you. We count the day you received your bleeding as the first day of the cycle and from the total number days, we divide the cycle into 4 parts that represent the phases of the moon, the cycles of nature and so on. After observing her patterns, the woman starts to live her life in alignment with her cyclicity because she knows exactly how she feels and what she wants in each phase of the cycle.

To understand how to notice your patterns in tune with the energies of the moon, let me give you an example: Let’s say that the moon in the sky is full and therefore it is a good time for you to act on that project that you have been idealizing for some time, but you have just got your period and therefore you are in YOUR new moon where the energy of internalization and silence is stronger. What does this equation mean to you? Do you feel warmer and more active or more internalized rather than communicative? You will probably feel more active than when you menstruate at the new moon where the energy of the moon in the sky is more appropriate to internalization too.

The purpose of the mandala is to make you understand your own patterns so that you can live a more aligned and balanced life. And by knowing yourself, you can respect your own cycles and make people around you respect them for the simple fact that they know how you feel at that particular stage.

In addition to noticing the patterns of their own cycle in relation to the moon cycle, it is also common to stipulate specific archetypes for each phase of the cycle, such as Maiden, Mother, Crone and so on. Again, it is important to understand that all Goddesses (archetypes) live within all women and to understand how each archetype influences each phase of our cycle is an individual task. Integrating our Goddesses in different ways at each stage of our cycle is accessing our own inner wisdom of how to balance ourselves.


Woman and the menstrual blood

On a social level, we see our menstrual blood as something bad, stinky, painful, inconvenient and that should be discarded in the trash because it has no value. Most women, by not retrieving their connection with their menstrual blood, see their menstrual cycle only as a necessary tool for procreation and when that is not the case they tend to wish not to menstruate.

According to a UN report of 2015, 63% of the world’s female population make use of contraceptive pills that is nothing more than a hormone that suppresses their menstrual cycle. The pills forge a bleeding giving the impression that “now everything is right,” “I am painless,” “I am finally regulated,” and the truth is that it makes your menstrual cycle non-existent.

The woman who starts to talk to her cycle from the understanding of it and not from the fear and repression so normally accepted by society, begins to connect with a greater wisdom where her blood is the messenger of her healing.

The woman who rescues her connection with her own cycles has the opportunity to change her levels of perception by perceiving as an exciting the journey the travel of the rational intellectual mind to the depths of her consciousness. This woman stops trying to adapt to the linearity imposed by society and begins to live from the consciousness of her soul thus opening up to the mysteries of the Sacred Feminine.


Dominant levels of consciousness and phases of the cycle

It is common to stipulate dominant levels of consciousness for each phase of the cycle, but it is important for each woman to heed her inner listening.

•In the follicular phase (pre-ovulation), the thinking mind is the dominant one. It is common to experience high levels of rational, positive thinking and mental creativity.

•In the ovular phase (ovulation), the mind who feels is dominant. Usually we experience high levels of feelings, empathy, and practical creativity.

•In the luteal phase (pre-menstrual, PMS), the subconscious mind  is dominante. At this stage we profoundly experience our behavioral and emotional patterns. The levels of intuition and creative inspiration are also high. Here, the woman is invited to take 100% responsibility for her processes so that she can evolve in her life and stop running in circles. Many women experiencing PMS report that they do not feel like themselves, that they are more irritated, without patience and so on. I invite you to look at your PMS from a new perspective: What if, in fact, you were you when you are experiencing your PMS and can not disguise your troubles? What, during your whole cycle, was placed under the rug to be sorted out or forgotten and returned to the surface when you got your PMS?

This phase of the menstrual cycle is a powerful invitation to realize what we must transform in ourselves. Ask yourself what you would like to leave behind. What patterns, beliefs and attitudes no longer serve you and must be transformed? What do I continue to carry with me that is no longer aligned with what I am and what I want for myself?

•In the menstrual phase (menstruation), the mind of the soul is dominant. High levels of union, connection and spiritual wisdom are experienced in this rest period. Every time we receive our blood, something is being finalized and / or completed and / or nurtured in our lives. From punctual and palpable situations to more subtle mental and emotional patterns, our blood is a clear messenger to the woman who is ready to listen. Planting the moon (returning your blood to Earth) is a powerful exercise of reconnection between woman and the Great Mother and her wisdom. The blood that purifies your body, your emotions, your mind and your spirit, also gives you the opportunity to remember the power of the earth that transmutes everything. In matriarchal societies, women ritually offered their blood to the Earth for believing in its magical and transformative power of life by reaffirming their intentions and opening themselves to the wisdom of Gaia and her own woman’s body.

The woman who makes her peace with her cyclicality is empowered with four possible ways of navigating life; four ways to solve their problems, perform their functions, build a family relationship and co-create the life around them. The woman who comes into harmony with her cyclicity perceives herself flexible, creative, innovative and, above all, complete and strong on her own legs.


The moon mandala and conscious fertility

The moon mandala can also be used as a means of fertility control by observing the signs of your body and your emotions. Unlike some methods that are based on numbers and statistics of the past, the moon mandala provides the woman with practical and relevant information about her own body. From the conscious observation of her emotional and physical patterns, the woman can know if she is ovulating, if she has already ovulated or is going to menstruate. It is interesting to note that this method of conscious observation of your symptoms is not limited to fertility control, it also invites you to get out of the fear of being self-responsible for your health and placing it in the hands of others.

The conscious and organic observation of our fertility is made from the observation of our vaginal mucus, the position of the cervix and our basal temperature – all these symptoms can be filled in the moon mandala in the area entiled ‘physical’.

Just as an introduction so that you can already put into practice the conscious observation of your body, see  some information below:

•In the fertile period: The vaginal mucus is elastic (similar to an egg white), its color is transparent and its quantity is abundant. The cervix is ​​high, with its maximum opening and its consistency is smooth.

•In the infertile period: The vaginal mucus is dry, sticky or creamy, its color is white and its amount is scarce or dry. The cervix is ​​closed and its consistency is hard.

•In the menstrual period: The uterine cervix is ​​low, its opening is partial and its consistency is smooth.

In addition to self examination, which is a portal of reconnection with your woman’s body, basal temperature is another important tool for controlling your fertility. The temperature of our body varies minimally during each phase of the cycle and therefore it is necessary to measure it (preferably at the same time) with a basal thermometer, always remembering that any changes in your routine can cause temperatures to change. The temperature tends to be lower from menstruation until ovulation, and rises from ovulation to the end of the cycle. Some apps like Natural Cycles and Kindara create a graph of our cycle based on our basal temperature giving us greater clarity of our temperature oscillations.

This text is only an invitation to the mysteries of the Divine Feminine; is an invitation for you to begin to experience this ancestral wisdom for yourself and right now!

And for those women who feel the call to deepen their knwoledge about this ancestral wisdom, I invite you to be attentive to more information about the online program “Reconnecting to the uterus of Gaia”. A program that has been prepared from my own processes and internal times that aims to share, in service and humility, powerful knowledge of reconnecting to the feminine energy and to yourself.

For now, I invite you to put into practice the deep and powerful information that can be found in this blog in the tab called Divine Feminine so that you can feel for yourself the call of the Great Mother for your reconnection.

It’s an honor to have you as a part of this sacred women’s circle!

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